Este artigo trata do reajuste do salário mínimo que entrou em vigor em janeiro de 2025. Para os valores de anos seguintes, consulte o decreto publicado pelo governo federal para o ano vigente.
O salário mínimo nacional passou de R$ 1.412 para R$ 1.518 a partir de 1º de janeiro de 2025, um aumento de R$ 106, ou cerca de 7,5%. O novo valor foi definido por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de dezembro de 2024 e passou a valer para os salários de janeiro, pagos no início de fevereiro.
Como o valor foi calculado
A política de valorização do salário mínimo combina dois fatores: a inflação medida pelo INPC nos 12 meses anteriores e o crescimento do PIB de dois anos antes, que funciona como ganho real. Para 2025, porém, o ganho real ficou limitado a 2,5%, pela regra que passou a acompanhar os limites de crescimento das despesas do governo. Por isso o aumento foi menor do que seria pela fórmula antiga.
Na prática, o novo mínimo corresponde a cerca de R$ 50,60 por dia e R$ 6,90 por hora, considerando a jornada de 220 horas mensais.
O que muda com o reajuste
O salário mínimo serve de referência para vários pagamentos e benefícios. Entre os principais:
- Aposentadorias e pensões do INSS: nenhum benefício pode ser menor que o salário mínimo, então quem recebe o piso passou a receber R$ 1.518.
- BPC: o Benefício de Prestação Continuada, pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, acompanha o salário mínimo.
- Seguro-desemprego: nenhuma parcela pode ser inferior ao mínimo.
- Abono salarial (PIS/Pasep): o valor máximo do abono é de um salário mínimo, proporcional aos meses trabalhados no ano-base.
- MEI: a contribuição do microempreendedor individual ao INSS é de 5% do salário mínimo, e passou a ser de R$ 75,90 por mês, somada ao ICMS ou ISS conforme a atividade.
Como aproveitar melhor o aumento
Um aumento de salário é uma boa oportunidade para organizar as finanças, e não só para gastar mais. Algumas ideias:
- Revise o orçamento: veja quais contas também subiram no começo do ano, como aluguel, escola, transporte e plano de saúde, e ajuste as categorias.
- Guarde parte da diferença: se o aumento não foi totalmente consumido por outros reajustes, programe uma transferência mensal com parte dele para a reserva de emergência.
- Quite dívidas caras primeiro: se houver saldo no rotativo do cartão ou no cheque especial, usar o aumento para reduzir essas dívidas costuma ser o melhor investimento possível.
- Evite aumentar o padrão de vida no automático: novas parcelas assumidas logo depois do reajuste podem consumir o aumento antes mesmo de ele chegar.
Como fazer isso no Carteira Azul
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